Francesca Woodman, paradigmática criatura de pele blanca e corpo delicado, protagoniza os escenários de mundos insinuantes, misteriosos e alegóricos imaginados e estructurados em sua jovem e sensível rede de pensamentos e materializados a través do objetivo de sua câmara. Menina que se revela provocadora ao mesmo tempo que se esconde na textura de uma parede. Imagem de juventude e inocencia jogada em quartos decadentes e decrépitos, mas não como um grito de desespero, se não mais como um presente da vitalidade artística de quem quer desgranar em branco e preto às contradicções da vida. Olhar à figura de Francesca, difuminada, sem rostro, movida, desnuda, entrelaçada num àrvore, encolhida, desafiante, é como escutar às própias pulsões de um coração, imagino que de seu inquietante coração.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
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